Filosofia pós-socrática

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Sócrates, segundo nos dá a conhecer Platão, promoveu mudanças tão significativas nos rumos da filosofia, que seu pensamento hoje é utilizado para dividir parte da disciplina. A filosofia Pós-Socrática é aquela que surgiu após os desenvolvimentos da Filosofia Pré-Socrática, mais focada na explicação do universo e da matéria, e após Sócrates oferecer um caminho mais voltado a ética e a politica, desenvolvendo também seu método dialético, incluindo diversas correntes, motivo pelo qual alguns estudiosos preferem referir-se a ela como Período Pós-Socrático. Encerrando o chamado período clássico da filosofia no século IV a.C., é o período em que a filosofia começa a tomar corpo e ampliar suas correntes e discussões.


Três correntes destacam-se neste período:


Ceticismo


Diferente dos filósofos anteriores, que confiavam na razão, os filósofos classificados como céticos estão entre os primeiro a questionar se a razão seria capaz de chegar a verdade sobre todas as coisas. Sua principal característica era evitar fazer afirmações categóricas acerca da verdade. Os céticos eram inimigos teóricos dos Estoicos, acusando-os de dogmatismo, já que, para os céticos, não haviam evidências empíricas suficientes para grande parte das afirmações dos estoicos, em particular a forma lógicas dos argumentos eram insustentáveis, uma vez que não se poderia provar as proposições sem recorrer a proposições anteriores e assim se desejamos saber a verdade sobre aquelas proposições acabaríamos com uma regressão ao infinito, já que a escolha de um princípio seria arbitrária.

Epicuristas


Como o nome indica, baseado nos desenvolvimentos do filósofo Epicuro, responsável por expandir as consequências do materialismo atômico para outro nível como uma evidência para recusar toda superstição e suposição de intervenção divina. Esta corrente defende o prazer como o maior bem, porém este "prazer" ao qual os epicuristas se referem é negativo, a ausência de dor e preocupação, e se dá por uma forma de apreciação pela vida modesta, pela aquisição de conhecimento sobre a forma como o mundo funciona e pela limitação dos desejos. Este ultimo aspecto, em particular mostra que esta busca do prazer está muito longe das posições hedonistas, que defendem o prazer pessoal como medida da felicidade. Isto deveria levar a ataraxia, um estado de grande tranquilidade, e aponia, um estado de ausência de dor corporal, uma combinação que geraria a mais alta forma de felicidade.

Estoicos


A corrente estoica, iniciada por Zenão no século III a.C., apresentava-se como lex devina, um modo de vida, defendendo que se, desejamos saber qual a filosofia de um indivíduo, devemos olhar para suas ações não para suas palavras. Defendiam a busca da "vida boa", como uma vida em conformidade com a ordem natural do mundo.

Afirmaram que as emoções destrutivas, que impediam os indivíduos de atingir a vida boa, eram resultado de erros de julgamento, especialmente no que concerne a compreensão da relação entre determinismo e liberdade. Acreditavam na vontade livre humana, mas defendiam que esta deveria estar em conformidade com a natureza. Seu maior legado é o ensino do auto-controle e da força moral (firmeza) como o meio prático ideal para atingir a felicidade, pois ao desenvolver a capacidade de pensar com a mente clara é possível entender a razão universal, superando as emoções destrutivas.

Com um universo determinista, os estoicos entendiam que o homem virtuoso, capaz de entender a razão universal, seria um individuo autônomo, capaz de controlar suas emoções, mesmo em desgraça, e ser feliz, enquanto aquele incapaz de tal compreensão teria sua mente arrastada pela vida, variando em humores de acordo com o que lhe acontece em cada momento.
A corrente estoica é ainda conhecida por sua adesão a lógica formal, ética naturalista e monismo físico.

Referências bibliográficas:

REALE, Giovanni. História da filosofia grega e romana - Platão Loyola. 2010.


SMITH, William. "Philola'us". Dictionary of Greek and Roman Biography and Mythology. ed. (1870).

SPINELLI, Miguel. Questões Fundamentais da Filosofia Grega. São Paulo. Loyola, 2006, p. 278ss.

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