Orações Subordinadas Substantivas

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As sentenças ou orações subordinadas, ao contrário das sentenças coordenadas, são dependentes entre si, de modo que uma se subordina a outra, para complementação ou determinação de seu sentido. Observe:

-É necessário que todos os alunos realizem a inscrição.

Ao ser feito o desmembramento das orações, têm-se:

Oração 1: É necessário
Oração 2: [que] todos os alunos realizem a inscrição.
Constate que a primeira oração (chamada de “principal”) precisa de complementação: “É necessário o quê?”. Dessa maneira, “que todos os alunos realizem a inscrição” funciona como termo integrante da principal. Vale destacar que, nesse caso, a referida integração é feita por meio da conjunção subordinativa “que”.

As orações subordinadas se dividem em: substantivas (quando exercem a função de substantivo); 
adjetivas (quando exercem a função de adjunto adnominal) ou adverbiais (quando desempenham a função de adjunto adverbial).

As orações subordinadas substantivas podem ser:
Subjetivas - funcionam como termo essencial (sujeito) da oração principal: "É imprescindível que você participe do evento."


Objetivas Diretas - exercem a função de objeto direto do verbo presente na oração principal: "O prefeito disse que o prazo para as licitações será prorrogado."

Objetivas Indiretas - cumprem a função de objeto indireto do verbo que as antecede: "Eles gostaram de que fosse feita a pesquisa."

Completivas Nominais - complementam o nome (substantivo) contido na oração principal: "Tenho convicção de que ele retornará o mais brevemente."

Predicativas - desempenham a função de predicativo do sujeito: "O problema da monografia éque você não cumpriu com todos os objetivos traçados."

Apositivas – funcionam como aposto (termo explicativo da oração principal): "Desejo-lhe uma coisa: que tenhas um abençoado 2016!"

É pertinente salientar que, normalmente, as orações subordinadas substantivas são introduzidas pelas conjunções integrantes “que” e “se”. Porém, podem ser iniciadas, também, pelos pronomes: quem, que (relativo), quantos, como, onde, por que, quando, qual (is).

Que X Se


Observe a seguinte situação comunicativa:
Olívia namora há sete anos com Pedro e, há três anos, eles estão noivos. Ela não vê a hora de ser pedida em casamento... Chega de enrolação, não é mesmo? Quando é que Pedro fará o pedido?Olívia não sabe se Pedro a pedirá em casamento ainda neste ano.Olívia não sabe que Pedro a pedirá em casamento ainda neste ano.

(Situação elaborada pela autora deste artigo, a fim de abordar o sentido das conjunções integrantes “que” e “se”.).

Agora, responda: qual das duas opções faria com que Olívia desse pulos de alegria?

Certamente, você concluiu que a opção “b” faria com que Olívia desse pulos de alegria e, diga-se de passagem, de alívio! Mas, por quê? Primeiramente, propõe-se o desmembramento das orações que compõem as opções. Veja:

Oração 1: Olívia não sabe
Oração 2: Pedro a pedirá em casamento ainda neste ano.

Constate que a conjunção “que” integrou as orações, relacionando as ideias pré-existentes (conforme demonstra o desmembramento feito). Note que a segunda oração contém a resposta para a dúvida de Olívia. Em contrapartida, ao serem unidas pela conjunção “se”, a oração subordinada apresenta a dúvida de Olívia quanto à decisão do amado. Perceba o quanto a presença de uma conjunção pode interferir no significado de um enunciado para o bem e para o mal!

Para concluir: As orações subordinadas, como a própria nomenclatura sugere, são as orações que se subordinam a outras (às chamadas “principais”), complementando-as. Vale reiterar que as orações principais e as subordinadas se unem, por serem dependentes entre si, por meio de uma conjunção.

Referências:

BRASIL. Casa Civil da Presidência da República. Manual de Redação da Presidência da República. – Brasília: Presidência da República, 2002. Disponível em: <www.planalto.gov.br/ccivil_03/manual/manual.htm>.

CUNHA, Celso; CINTRA, Luís F. Lindley. Subordinação – A oração subordinada como termo de outra oração. In: ___ Nova gramática do português contemporâneo. 5.ed. Rio de Janeiro: Lexikon, 2008, p. 612-631.

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