O que é Morfema

O que é Morfema

Segundo Cunha e Cintra (2008, p.90), os morfemas são as unidades significativas mínimas que, ao se unirem, compõem cada palavra, formando um todo semântico. 

Há diferentes processos relativos à construção de um novo vocábulo. 

Os morfemas são compostos por:

Radical (também chamado de “base”): constituinte que designa a ideia básica da palavra e, a partir do qual, novos vocábulos são formados. 

Exemplos: dúvida – duvidosa – indubitável

Vale lembrar que as palavras oriundas de uma mesma base são denominadas “cognatas”. 
Uma curiosidade: há vocábulos constituídos de apenas um radical: céu, luz.

Afixos - morfemas que se unem à base, por meio da qual novas palavras são formadas. 

Segmentam-se em:

Prefixo - morfema que se posiciona a frente do radical: repisar (re + pisar): prefixo que indica a repetição de algo. O verbo, em questão, significa, no sentido literal, pisar novamente e, no conotativo, repetir um dizer variadas vezes. Essa mesma ideia se faz presente em: repensar, reavaliar, rememorar.

Sufixo - morfema que se coloca após o radical: operário (operar + ário): sufixo que designa um profissional ou uma função exercida, nesse caso, aquele que tem a função de operar algo. 

Outros exemplos: voluntário, estagiário, veterinário.

Para concluir: Os morfemas são as menores unidades significativas que integram um vocábulo, formando um todo semântico. O morfema “base” gera novas palavras, quando acrescido de prefixo e/ou sufixo, cujos sentidos auxiliam na compreensão do vocábulo em sua totalidade. Nessa instância, é imprescindível o conhecimento da essência constitutiva da palavra, objetivando ao enriquecimento vocabular.


Referências:
BASÍLIO, Margarida. Formação e classe de palavras no português do Brasil. São Paulo: Contexto, 2004.

CHERICIÁN, David. Lição de Gramática. In:___Poemas com sol e sons. São Paulo: Melhoramentos, 2000.

CUNHA, Celso; CINTRA, Luís F. Lindley. Palavra e Morfema. In: ___ Nova gramática do português contemporâneo. 5.ed. Rio de Janeiro: Lexikon, 2008, p.89- 96.

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