Pós-graduação no exterior: Por onde começar?

Pós-graduação no exterior: Por onde começar?

Cursar uma pós-graduação fora do Brasil, muita gente quer, mas não sabe por onde começar. Como agir? O que deve ser feito? Vamos dar algumas dicas e falar um pouco sobre esse assunto.

Antes de tudo, nada de correria. É preciso preparar-se com antecedência e buscar o perfil mais adequado para o que você deseja. Quem já conta com uma graduação (ou quase) no currículo e deseja continuar os estudos em uma universidade no exterior está diante de uma situação mais favorável atualmente: além do aumento da renda de muitas famílias e, consequentemente, do aluno, há um crescente interesse de escolas internacionais em buscar estudantes brasileiros.

Opções

Além dos tradicionais MBA, hoje são diversas as opções de escolha no exterior: pós-graduações stricto sensu (que englobam os mestrados profissionais e os mestrados e doutorados acadêmicos), pós-graduações lato sensu (especializações) e mesmo cursos de extensão universitária. A decisão sobre que caminho seguir varia de acordo com objetivos de carreira e disponibilidade de tempo.

Diferenças entre os cursos 


Os mestrados profissionais e as pós-graduações lato sensu (especializações) têm um caráter prático, voltado à aplicação dos conceitos aprendidos no curso à realidade das empresas em que trabalham ou pretendem trabalhar. A duração desses cursos varia de um a três anos.

Já os cursos de extensão universitária têm propósitos semelhantes, mas duração mais curta: de duas semanas a um ano. Há opções com os mais variados focos: business, marketing, finanças, comunicação etc. O objetivo nestes cursos de extensão universitária é que o aluno se aperfeiçoe ou se atualize em algum aspecto de sua rotina de trabalho ou, ainda, obtenha conhecimentos de outra área.

Outra diferença em relação aos MBA e às especializações é que esses cursos de extensão podem ser feitos por alunos que ainda não concluíram o ensino superior no Brasil. As exigências variam de acordo com a universidade: algumas só aceitam estudantes prestes a concluir sua graduação, outras admitem alunos que estejam no meio do curso. Geralmente se exige na inscrição o currículo e uma pontuação mínima no Toefl ou Ielts, exames que medem a proficiência em inglês.

Os mestrados e doutorados acadêmicos, mais teóricos que os mestrados profissionais e as especializações, são indicados àqueles que desejam se tornar professores universitários e pesquisadores. Eles podem ser cursados integralmente no exterior ou apenas parcialmente, em uma forma de estudo conhecida como “sanduíche”.

Por onde começar?

No caso de cursos integrais em universidades estrangeiras, o primeiro passo a ser dado pelo aluno é escolher quais universidades e cursos lhe interessam. Essa pesquisa – que também informará ao aluno os documentos necessários, se é preciso apresentar um projeto de pesquisa e a possibilidade de se candidatar a uma bolsa – pode ser feita pelo site das próprias universidades ou com a ajuda de agências de intercâmbio.

Exigências

As exigências mais comuns para uma candidatura desse tipo são o Toefl ou Ielts, cartas de referência e a tradução juramentada de documentos como atestado de conclusão do curso ou diploma, histórico escolar e outros certificados acadêmicos, se houver (como iniciação científica e monitoria). É preciso ficar atento porque certas instituições exigem que os documentos assinados sejam reconhecidos em cartório e que documentos acadêmicos sejam validados pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE).

Validade do curso no Brasil

É preciso ter em mente que mestrados e doutorados realizados no exterior não são reconhecidos automaticamente no Brasil pela Capes, órgão do Ministério da Educação responsável pela área. Os diplomas concedidos pelas universidades estrangeiras precisarão ser reconhecidos por universidades brasileiras “que possuam cursos de pós-graduação reconhecidos e avaliados, na mesma área de conhecimento e em nível equivalente ou superior” ao realizado lá fora, informa a Capes. E cabe ao aluno entrar em contato com a universidade e pedir a análise para reconhecimento.

No caso dos doutorados sanduíche, não há esse empecilho. Isso porque os anos iniciais e finais do curso são realizados em uma universidade brasileira. O aluno estuda na universidade estrangeira escolhida apenas por um período de três meses a um ano, sempre no meio do curso. Para participar deste tipo de programa, o aluno precisa estar formalmente matriculado em um doutorado no Brasil e os procedimentos a serem seguidos são informados por sua própria instituição de ensino. A proposta à universidade estrangeira, em geral, é encaminhada pelo orientador de doutorado do aluno brasileiro.

Com essas dicas, você pode escolher a opção que mais se encaixa no que você quer. Aí é só correr atrás e começar a arrumar as malas!

Comentem caso tenham dúvidas. 



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