Companhia britânica das indias orientais

Você já ouviu falar da Companhia de Comércio das Índias Orientais?

Não?

Eu te apresento.

O nome correto seria Companhia Britânica de Comércio das Índias Orientais, para separar de outras empresas europeias com o mesmo propósito. Entre elas a Portuguesa, Austríaca, Francesa, e sua mais fiel inimiga, a Holandesa.

Hoje, no entanto, se sobressaiu tanto que é conhecida como nomes encurtados, ou apelidos como The Company ou John's Company.

Foi criada no último dia do ano de 1600 para se lançar ao comércio de especiarias asiáticas, trocadas geralmente por ouro e prata nos mercados locais, e vendidas a autos preços na Europa.

O comércio com a Índia sempre foi motivo de inquietação para os governantes europeus. A maior parte da região do Oriente, ao longo da Idade Média, era conhecido como o lugar onde o dinheiro realmente estava.

Nessa época, os governantes literalmente trocavam balas de canhão pelo direito de comercializar em determinada região, e usavam as táticas mais desleais de concorrência

A cidade de Nova York, antes de pertencer aos ingleses, foi uma Colônia Holandesa, chamada Nova Amsterdã, foi trocada com os ingleses pelo direito de comercializar noz-moscada na região das filipinas. Este foi, entre outras coisas, um acordo entre ambos os governos, para reduzir a incidência de mortes e perda de navios na batalha naval do Mercado Marítimo Sul-asiático

E você se pergunta, eles não eram comerciantes?

Não apenas. Inicialmente, eles não somente tinham o direito, oferecido pela Coroa Britânica, sempre, não só de arregimentar exército, como empreender campanhas contra estados locais. Nessa onda, em 1688, o então "governo" da Companhia, Josiah Child, empreendeu uma guerra contra o Império Mongol pelo domínio político sobre uma determinada região da Índia.

Por um bom tempo, chegaram a cobrar impostos e a governar seu Estado.

Sua administração passou de governo por cartas regias, para governo votado por membros altos da Companhia, e foi uma Sociedade Anonima por ações, e por fim, depois de muito ser investigada por especulações e outras formas de comércio não ortodoxas, se tornou, em 1833, uma empresa não mais de comércio, mas apenas de administração territorial indiana.

Duas guerras se seguiram, entre ingleses e chineses por conta do contrabando de ópio para dentro do território chinês, proibido pelo Império Qing a mais de cem anos

Depois disso, em 1858, o Parlamento Inglês dissolveu a Companhia, substituindo-a pelo governo direto, e a índia permaneceu como uma colônia britânica por muitos anos. De todos os domínios europeus sobre a Índia, o mais longo, terminou apenas em 1947


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