Uma das maiores crises da economia de 1929

Você sabe de onde tem origem o dinheiro?

Ele foi criado para representar mercadorias. Houve um tempo em que se comercializava trocando milho por cabras, mas para evitar desencontros na negociação, a moeda representativa foi desenvolvida para padronizar valores.

Acontece que a quantidade de dinheiro em teoria, deveria se igualar a quantidade de mercadoria e a sua variação de valor também em circulação. O mercado se regula para corrigir essa equivalência, diminuindo o custo daquela mercadoria, quando tem muito daquilo no mercado, e jogando o custo para cima, quando é escasso.

Pois bem.

Em 1929 a incoerência entre o valor da mercadoria e o dinheiro caiu tanto que o resultado foi uma das crises mais famosas da história contemporânea.

Vamos ao contexto.

Quando a primeira guerra mundial terminou, os Americanos estavam bem posicionados entre as potencias mundiais. Os ingleses, como os outros europeus, começavam a descer dos saltos, por que a guerra foi tão destrutiva, que mesmo os vencedores tiveram que se segurar para ficarem de pé.

Resumidamente, a economia estadunidense ia bem. Os bancos cobravam crédito a juros baixos, o governo tinha apoio da população, o capitalismo nunca foi tão bem visto, e até a bolsa de valores atraia os investidores mais conservadores.

Tente imaginar uma situação em que compensasse pedir um empréstimo no banco, investir na bolsa, depois extrair o dinheiro de volta para pagar o banco com os juros e ainda permanecer no lucro.

Pois é. A coisa estava boa.

O mercado possui uma técnica de manipular o custo das mercadorias e serviços para aumentar um determinado lucro.  Essa prática é chamada de especulação. Também pode ser chamada de especulação a diferença entre o que o produto deveria valer no mercado, e o que ele atualmente vale.

Com o aumento dos investimentos, entre muitos outros fatores, U$100.00 se transformavam em U$500.00 em três meses.

A especulação dançava em cima da mesa, solta e selvagem.

Pense você, que comprou cinco mil dólares em ações da Coca-Cola. A empresa pega o seu dinheiro e investe em caminhões, galpões, caminhoneiros, fabricas, toda infraestrutura para aumentar a produção de Coca-Cola, e consequentemente, a venda.

A quantidade de Coca-Cola vendida aumenta. O lucro da fábrica aumenta.
O preço das ações sobem. Você tinha comprado cinco mil reais em ações?agora renderam 50%, e você tem sete mil duzentos e cinquenta reais na bolsa de valores. E o ano que vem promete mais. Você vende as ações, ou deixa lá para ver quanto rende no ano que vêm.

Muito dinheiro se multiplicando, pouco serviço prestado. Muita mercadoria em circulação. Muita gente tomando Coca-Cola. E dale a fábrica comprar mais maquinas e caminhões para produzir mais.

E issi tendo a Coca-Cola como exempmo, que é um bem de consumo imediato.  Imagine empresas que se mataram de fabricar enceradeiras ou carros.

Em pouco tempo tinha muita mercadoria sendo fabricada, e pouca gente para comprar. As vendas caíram, e os estoques estavam cheios. Começava uma crise de superprodução.

A quantidade de produtos no mercado não era coerente com o custo do dinheiro. Conforme as lojas paravam de vender, as fábricas pararam de fabricar. Conforme as fábricas paravam, os prejuízos subiam, e os funcionários eram demitidos.

Ninguém aceitava pagamento em Coca-Cola.
As ações das empresas começaram a cair, e quando o medo começou a tomar os investidores, todos tentaram vencer suas ações de uma só vez.

Quando todas as ações são vendidas, o preço delas no mercado caem. E no caso de quem não conseguiu vender a tempo, U$7500,00 se transformaram em papéis sem valor nenhum, e a bolsa de valores caiu no chão como uma abóbora.

Ninguém no pais tinha dinheiro para manter um negócio. Em 1933 o desemprego atingia um quarto dos americanos.

Foi aí que, nas eleições seguintes, um dos presidentes mais respeitados da história americana, Roosevelt, entrou no poder.

Em vez de investir dinheiro nos bancos e nas empresas que caian como moscas. Ele decidiu investir em politicas de assistência financeira a população,  para que se sentissem mais seguros na hora de comprar, e o comércio comessasse a girar novamente.

Uma política foi criada, conhecida como New Deal, que controlava as empresas, definia quanto e como fabricariam e colocariam seus produtos no mercado.

Sua crença era de que as empresas não podiam ficar completamente livres, sem o controle do governo, pois o mercado aberto de enforcaria, e o governo passou a controlar, por alguns anos, como o comércio funcionava no país.

Você que é fã do liberalismo econômico, acha que o New Deal foi um erro? O liberalismo deveria prevalecer?

De que outra forma isso poderia ter sido resolvido?


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