Manuel Bandeira

Manuel Bandeira

Conheça um pouco sobre o escritor Manuel Bandeira.

Em 1892 voltou para o Recife e começou a escrever seus primeiros versos, mas ainda não pensava em ser poeta.

Em 1903, viajou para São Paulo para cursas Arquitetura na Escola Politécnica, mas no fim do ano letivo abandonou os estudos após contrair tuberculose. De volta ao Rio de Janeiro, busca tratar a doença em estâncias climáticas em Teresópolis e Petrópolis.

Em 1913, foi para o sanatório de Cladavel na Suíça, onde conheceu o poeta francês Paul Éluard. Através desse convívio, Manuel ficou a par das inovações artísticas que aconteciam na Europa.

Conversavam sobre o verso livre na poesia e esse aspecto técnico posteriormente apareceu em sua obra, fazendo com que fosse considerado o mestre do verso livre no Brasil.

Em 1914 o escritor voltou para o Rio de Janeiro e em 1916 sua mãe faleceu. Em 1917 publica "A Cinza das Horas", com influências Parnasiana e Simbolista. Em 1918, falece sua irmã e em 1919, publica "Carnaval", que representa a sua entrada no movimento Modernista. No ano seguinte falece seu pai.

Em 1921, publica o poema “Bonheur Lyrique” na revista modernista Klaxon. Encaminhou o poema "Os Sapos" para a Semana de Arte Moderna de 1922, que foi lido por Ronald de Carvalho e causou tumulto no Teatro Municipal. No mesmo ano faleceu o seu irmão.

Em 1924 publicou "Ritmo Dissoluto" e a partir de 1925, escreveu crônicas para jornais fazendo críticas sobre cinema e música.

Em 1930 publicou "Libertinagem", obra explicitamente modernista e em 1938 foi nomeado professor de Literatura do Colégio Pedro II.

Em 1940 foi eleito para Academia Brasileira de Letras, ocupando a cadeira de número 24. Em 1943 foi nomeado professor de Literatura Hispano-Americana da Faculdade Nacional de Filosofia. Em 1957 passou quatro meses viajando pela Europa e em 1966, ao completar oitenta anos, publicou “Estrela da Vida Inteira”.

Grande parte da temática de suas obras aborda a infância, a paixão pela vida, a morte, o amor e o erotismo, a solidão e o cotidiano.

Manuel Bandeira faleceu no Rio de Janeiro, no dia 13 de outubro de 1968.

Obras:


  1. A Cinza das Horas, 1917
  2. Carnaval, 1919
  3. Os Sapos, 1922
  4. O Ritmo Dissoluto, 1924
  5. Libertinagem, 1930
  6. Estrela da Manhã, 1936
  7. Crônicas da Província do Brasil, 1937
  8. Guia de Ouro Preto, 1938
  9. Noções de História das Literaturas, 1940
  10. Lira dos Cinquent'Anos, 1940
  11. Belo, Belo, 1948
  12. Mafuá do Malungo, 1948
  13. Literatura Hispano-Americana , 1949
  14. Gonçalves Dias, 1952
  15. Opus 10, 1952
  16. Itinerário de Pasárgada, 1954
  17. De Poetas e de Poesias, 1954
  18. Flauta de Papel, 1957
  19. Estrela da Tarde, 1963
  20. Vou-me Embora pra Pasárgada, 1964
  21. Andorinha, Andorinha, 1966 (textos reunidos por Drummond)
  22. Estrela da Vida Inteira, 1966
  23. Evocação do Recife, 1966
  24. Colóquio Unilateralmente Sentimental, 1968

Quero a delícia de poder sentir as coisas mais simples.

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