O Livro de Daniel Cap. 3


Livro de Daniel 3

A Fé dos Companheiros de Daniel é Provada

3.1 O rei fez uma imagem de ouro e levantou-a na planície de Dura, que se acredita estar cerca de vinte quilômetros a sudoeste da Babilônia. Essa grande imagem mediria cerca de 2,70 x 27 metros. É incerto se a própria imagem era deste tamanho ou se estava colocada sobre um mastro dando as dimensões totais desta medida.

3:2-3 Nabucodonosor reuniu todo o povo importante de seu reino para que viessem à consagração dessa imagem.

3:4-5 Quem resistiria a sua ordem? O próprio Nabucodonosor era um poderoso monarca e um general tremendamente bem sucedido, que nunca tinha perdido uma batalha. Ele reinou durante quarenta anos sobre a Babilônia, e sua astúcia e sagacidade são brilhantemente registradas pela história. Além disso, a importância dessa imagem foi mostrada pelo fato de ser feita de ouro (nada avarento quanto a esta honra ao seu deus). Agora ele buscava um reino unido para adorar este ídolo gigantesco, cada vez que se ouvisse o som da música.

3:6 Não somente a ordem do rei era irresistível em si, a ameaça de morte na fornalha ardente era intimidante. É, na verdade, duro argumentar com uma pessoa que pode nos por num fogo chamejante.

3:7 A pressão dos iguais é uma das maiores tentações. Se todos estão fazendo alguma coisa, poucas pessoas têm força para serem diferentes. A sociedade é um monstro. A moda é cruelmente coercitiva. Ela ordena: “Faze o que os outros fazem” (vestir, beber, falar, etc.). E assim deve ter sido na Babilônia. Ao som da música as multidões se prostraram para adorar.

3:8 Os caldeus mantinham uma posição proeminente na sociedade babilônia; assim, quando acusaram os judeus isso foi feito, sem dúvida, para parecer um serviço patriótico quando, na verdade, era instigado pelo ciúme e pela inveja.

3:9-12 Informaram o rei de que “certos judeus”, aos quais tinham sido dadas posições de importância no seu reino, não queriam curvar-se diante da imagem e que sua recusa em fazer isso tinha o efeito de desrespeitar o próprio rei e os seus deuses. Não nos é dito porque Daniel não foi acusado. Aparentemente, ele não estava com os outros, nesse tempo.

3:13-14 “É verdade?” o rei pergunta a Sadraque, Mesaque e Abede-Nego. Pode ter sido inacreditável para o rei que alguém ousasse rejeitá-lo. Seguramente, ele pensou que estava mal informado; ninguém ousaria discutir a palavra do rei ou desobedecer sua ordem.

3:15 O rei mostra sua imparcialidade dando-lhes outra oportunidade para provarem sua lealdade. Além do mais, qual deus poderia livrá-los das mãos de Nabucodonosor?

3:16 Estes judeus fiéis não precisavam de mais consideração ou discussão: – Não precisamos dar-te resposta a respeito disto. Em outras palavras, – Não temos que pensar mais sobre isso. Não nos curvaremos!

Muitos poderiam ter raciocinado sobre sua situação e mudado de opinião. Eles poderiam ter argumentado:

1. é inútil resistir; 
2. por que jogar fora oportunidades de subir de cargo?
3. ídolo nada é, apenas um símbolo de homenagem política; 
4. isto é somente uma vez, e não por muito tempo; 
5. poderia fazer melhor vivendo do que morrendo; ou ñ morte numa fornalha ardente é pedir demais da minha fé.

3:17-18 A resposta deles declarava implicitamente sua fé no Deus Todo-Poderoso que poderia livrá-los de Nabucodonosor. E mesmo se ele não os tirasse do fogo, eles ainda se recusariam a adorar os deuses de Nabucodonosor ou a imagem de ouro.

3:19-20 Em fúria, o rei ordenou que a fornalha fosse acesa sete vezes mais quente do que o costume, e ordenou que os jovens hebreus fossem amarrados seguramente.

3:21-23 Quando apressadamente levaram Sadraque, Mesaque e Abede-Nego para a fornalha, as chamas rugiram e queimaram mortalmente os soldados. O milagre da libertação de Deus torna-se tanto mais ressaltado pelo fato que os soldados morreram enquanto nem um fio de cabelo dos três foi chamuscado.

3:24-25 O rei, ansioso para ver estes homens consumidos, ficou pasmado quando viu não somente três, mas quatro homens soltos, caminhando no meio do fogo. O quarto era como “o Filho de Deus” ou “um filho dos deuses”. Literalmente, Nabucodonosor diz que vê uma personagem de divindade. No versículo 28, Nabucodonosor descreve este ser com qualidades e aparência sobrenaturais como um anjo. Reivindicar que isto é uma referência a uma aparição de Jesus Cristo pré-encarnado é dizer algo que o texto não apóia!

3:26-27 Nabucodonosor chamou-os para saírem da fornalha e, quando homens importantes do reino se reuniram em volta, observaram que nem um fio de cabelo fora chamuscado, nem havia cheiro de fogo ou fumaça sobre eles.

3:28-29 O efeito sobre Nabucodonosor fê-lo imediatamente louvar o Deus de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego (veja 1 Pedro 2:12). De novo, como em Daniel 2:47, Nabucodonosor reconhece o Deus dos hebreus como maior do que qualquer outro deus. Nada indica que ele renunciou aos ídolos, mas somente que ele viu a superioridade de Deus. Pelo menos, Nabucodonosor conhece a força e o poder de Deus, e promete castigo para quem quer que fale impropriamente do Deus destes judeus.

3:30 Então o rei promoveu Sadraque, Mesaque e Abede-Nego na província da Babilônia. A promessa do Senhor feita através de Isaías aconteceu literalmente (Isaías 43:1-3). O Senhor é capaz de proteger seus servos mesmo contra potências mundiais!

Versículo do dia (1 Pedro 4:14-16).

PERGUNTAS:

01. Descreva a imagem que Nabucodonosor fez.
02. Quem o rei convidou para a consagração da imagem? 
03. Quais foram as acusações contra Sadraque, Mesaque e Abede-Nego? 
04. Qual foi a pergunta do rei aos três judeus? 
05. O que os três fariam se Deus não os livrasse da fornalha? 
06. Como Nabucodonosor reagiu à resposta deles? 
07. O que deixou o rei pasmado quando olhou para dentro da fornalha? 
08. Quem era o quarto homem visto andando no fogo? 
09. Qual foi o decreto de Nabucodonosor (depois destes acontecimentos)? 
10. O que ele disse sobre a capacidade de Deus?





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